GLP ou GN: sistema de gás encanado precisa ser bem projetado

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GLP ou GN: sistema de gás encanado precisa ser bem projetado

Instalação de Gás

07/07/2020

Quando devidamente planejada e instalada, a solução é segura e capaz de proporcionar conforto aos moradores. As normas técnicas, bastante claras, são obrigatórias.

Empreendimentos que têm sistema de gás encanado oferecem uma série de vantagens para os moradores. Além do fornecimento constante, a solução não exige o armazenamento de botijão dentro da residência. No entanto, para garantir os benefícios, é indispensável que o projeto seja elaborado por profissional capacitado, e a execução da instalação seja feita por equipe técnica especializada.

Instalações projetadas ou executadas de maneira inadequada podem resultar em problemas graves. Um simples vazamento pode desencadear contaminação do ar e até mesmo explosões. Assim, é bastante recomendável a compatibilização entre os projetos de distribuição de gás e de combate a incêndios, principalmente quando há presença de central de abastecimento no sistema.

GLP e GN

A elaboração do projeto deve ser precedida pela definição de alguns critérios, a começar pela determinação do tipo de gás que será utilizado. Porque a maneira de lidar com o gás natural (GN) é diferente da forma como se lida com o gás liquefeito de petróleo (GLP), lembrando que a ABNT NBR 15.526 — Redes de Distribuição Interna para Gases Combustíveis em Instalações Residenciais — Projeto e Execução — trata de ambos os gases.

O GLP é comercializado, normalmente, em botijões. Porém, em edificações com sistemas de encanamento, seu abastecimento é feito através de cilindros, cuja carga deve ser trocada periodicamente. Já o GN é fornecido por redes de distribuição vindas da rua, estando disponível de maneira ininterrupta — característica que torna a sua pressão constante e deixa mais estável a chama produzida a partir da combustão.

Além das diferenças no fornecimento, há outras particularidades. Enquanto o GLP é mais pesado e tende a se acumular em caso de vazamentos, o GN se dissipa com mais facilidade por ser menos denso do que o ar. Além disso, empreendimentos abastecidos com GN economizam espaço já que não são necessários centrais de gás ou botijões.

Projetando

Outro critério que o projetista precisa considerar é a trajetória do gás. Nessa fase, é definida se a instalação terá medição individualizada ou se a cobrança será através de rateio, com tubulação única alimentando todas as unidades da edificação. A maioria das construtoras tem optado por soluções individuais. Somente em obras de baixo custo é que se utiliza o rateio.

Com a trajetória traçada, o próximo passo consiste no levantamento da potência dos equipamentos que utilizarão o gás. Essas informações servem para o dimensionamento do sistema. Com base nos dados, o projetista é capaz de especificar os materiais, as classes e as demais características da instalação. Simultaneamente ao dimensionamento, é verificado o afastamento de segurança (distância mínima que os componentes do sistema devem apresentar em relação a determinadas estruturas da edificação) solicitado pela ABNT NBR 15.526 e pelas normas do Corpo de Bombeiros.

Componentes do sistema

A ABNT NBR 13.206 — Tubo de Cobre Leve, Médio e Pesado, sem Costura, para Condução de Fluidos – Requisitos — norteia a escolha do encanamento que deve ser empregado em sistemas de distribuição de gás. Atualmente, os canos de cobre substituem os materiais de aço galvanizado ou ferro fundido usados em instalações antigas. Já nas áreas externas, os mais empregados são os tubos de polietileno de alta densidade (PAD).

Mais recentemente, o sistema multicamadas, composto de polímero com alma de alumínio em seu interior, ganhou espaço. Apesar de ainda não estar contemplado pelas normas nacionais, seu uso é regido pela ISO 17.484. Além das tubulações, o sistema de gás encanado conta com outros componentes, como conexões (cotovelos, luvas, Ts), medidores de consumo e limitadores de pressão.

Há ainda os dispositivos para fechamento mecânico (shut off) e o sistema de regulagem para controle de pressão, já que os equipamentos e as tubulações trabalham com níveis diferentes. Caso o empreendimento seja abastecido por GLP, o sistema deverá contar também com central de gás, cilindros, coletores, mangotes e conexões. Já no caso do GN, é preciso ter, na entrada do edifício, dispositivo que permita a medição do consumo.

Executando

Além de seguir o projeto, a instalação deve ser realizada de maneira a facilitar futuras manutenções. Nem sempre o shaft é a melhor alternativa devido ao risco de confinamento. Nesse caso, é preciso prever algumas ventilações que evitarão o acúmulo de gás em caso de vazamentos.

Logo após a execução, a norma sugere a realização de teste de estanqueidade com o objetivo de aferir a segurança do sistema. Para isso, a tubulação precisa ser submetida a uma pressão cinco vezes maior do que o normal. É preciso deixar a instalação pressurizada durante certo período, garantindo que não existam vazamentos.

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